Quantas vezes recorremos às “meias verdades” para não ferir um amigo quando, na verdade, podíamos mudar uma situação? Diariamente, deparamo-nos com pessoas que, para não se ferirem ou não ferirem o outro, se afogam no mar da mentira e criam um mundo ilusório, onde a mentira se torna verdade e não pode ser questionada.
É difícil ser verdadeiro num mundo de aparências – onde até a comida é encontrada de maneira artificial –, mas não é impossível!
“Meias verdades” são usadas no nosso cotidiano e se tornam tão verdadeiras quanto a verdade inteira.
“A verdade dói, mas tem de ser dita”, nos ensina o ditado popular, que não é levado a sério. A verdade edifica, liberta e transforma. Ela é capaz de fazer viver aquele que já morreu por causa das mentiras que aprisiona, aliena e forma ideologias relativas.
A verdade pela metade é mentira disfarçada, e só ajuda a irmos ainda mais para o mundo de ilusões. “Aquele que nos olha nos olhos e nos fala a verdade merece nosso respeito”. Ela pode até doer, mas nos edificará. Agora, aquele que nos engana com “meias verdades” está nos destruindo aos poucos. Pior é aquele que mente dizendo que é melhor não sabermos a verdade.
Muitos jovens vivem a verdade das drogas na tentativa de fugir da triste e cruel realidade. Até conseguem isso no primeiro momento, mas, passando o efeito do entorpecente, seu mundo cai, a mentira aparece e a realidade continua a mesma. Outros vivem falsos amores, que em nada edificam; ao contrário, levam a uma sexualidade ferida e a um coração mal-amado, incapaz de reconhecer o amor verdadeiro e puro.
Jesus nos ensinou: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. A partir deste ensinamento, podemos nos deter sobretudo na verdade, pois ela tem o poder de libertar o homem, estimulá-lo a uma vida diferente. O mundo nos pressiona a viver na ilusão do pecado, aceitando tudo dentro da “ditaduta do relativismo”, mas a Igreja se ergue diante de tudo isso para reafirmar as potencialidades da vida com Deus.
Recetemente, Papa Francisco disse: “Às vezes, os óculos para que enxerguemos o Senhor são as lágrimas”, cada passo do ser humano, seja a alegria ou o sofrimento, possuem marcas de verdade e eternidade, pois somos frutos da própria Verdade, somos imagens de Deus.
Embora o mundo difame a Igreja e aqueles que permanecem fiéis aos seus ensinamentos, precisamos ter a certeza de que caminhamos com a vida no próprio Cristo! A Igreja não se dobra diante do pecado, mas ensina o homem a esmagá-lo com a força do Senhor. Ser perseguida é comum a ela, pois sua verdade incomoda o mundo, e este, por não aceitar aquilo que pode transformá-lo, agride-a, inventa e faz com que a ilusão o afaste ainda mais do correto.
Junto à Igreja, ergamos nosso brado de verdadeiros cristãos, os quais se configuram ao Senhor. Mas como? Não usando camisinha, não abortando, não tendo relação sexual fora do casamento; anunciando o Evangelho com a vida, amando os inimigos, sendo honesto, perdoando, ensinando caminhos retos, sendo gentil… Esses são caminhos que podemos percorrer, além de seguir, junto com a Igreja, todos os passos que ela nos ensina.
Pense nisso e seja um cristão de verdade junto com a Igreja!
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